UM DIA DE CHUVA (ficção)

Eles se encontraram por acaso, num dia de chuva imensa, e como chove naquele lugar. Solidário, lhe abrigou da tormenta em sua casa. Estavam ensopados até os ossos. Ele tirou os seus sapatos, acaricio os dedos e as plantas dos seus pés. Ela estava gelada. A boca e o hálito dele queimaram o pescoço dela, percorreram suas pernas de cima a baixo. Seus seios incharam e seus bicos forçavam o pano molhado que colava na pele, deixando-a ainda mais nua sob o olhar dele. Ele então os apertava, sugava e brincava com a ponta da língua nos bicos arrepiados e mordendo de leve, eles dobraram de volume sob seus dentes. Ela tremia, assustada como um passarinho tragado pelo tornado, seu útero dolorido de desejo, sua barriga contraída de terror. Nervosa, queria saber o que ele faria? O que ele viera trazer à ela? Ele umedece, mordisca e beija no leve sopro que percorre, vontade que ultrapassa cada sentido. Beijo que perdura e dura no sentimento da vontade que passa cada instante. Lábios trocados, trocado em saliva que se misturam, pele ao rubro, arrepiada no encosto agora do corpo. Ele a aconchega, amarrotado no beijo que prolongou e arrastou por mãos irrequietas no desabotoar de cada botão, no correr de cada vontade do fecho que se abre e expõe. Encostou, apertou no abraço na parede que segura, foram vários beijos perdidos em volume que crescia. Tesão na vontade do beijo que caía no seu mamilo que sugava, sua língua que percorria e se perdia no seu ombro já despido. Ela se despia devagar, com delicadeza, como se solta uma amêndoa verde de sua pele terma. Na bruma do banheiro, ele mal distinguia seus traços. Só os olhos dele te penetravam, furando seu coração e a sua vagina, senhores do seu destino. Ela disse a si mesma que era uma puta. Mas sabia que não era. Ou então era como as deusas pagãs de Imchouk, livres e fatais, loucas de pedra. Ele a ensaboou as costas até embaixo, cobriu seu púbis com espuma. Os poucos e loiros pêlos escondiam dos olhos dele sua intimidade, mas seus dedos logo começaram a deslizar embaixo do chuveiro e assim abriu suas pétalas, descobrindo seu clitóris, duro como uma ervilha, passou a pressioná-lo com um gesto delicado e pensativo. Ela gemeu, tentou desvencilhar rebolando e se esquivando, mas ele não deixou. Corpos quentes, embaixo da ducha. Ele a virou de costas, abraçou suas coxas e a fez arquear as costas. “Estou pronta”, ela disse a si mesma. Você é o meu brinquedo. O meu objeto. Fizeram sexo debaixo d´água, num movimento lancinante e ritmado, fecharam o chuveiro, entre beijos loucos e corpos ensopados foram para o quarto. Ele a deitou, de costas, sobre a cama, encostou a cara na sua bunda, abriu a sua menina com os dedos, passeou ali o nariz. Ela estava liquefeita. Em seguida, ele pegou um frasco numa das prateleiras, colheu ali uma gota de óleo com o qual a perfumou, massageando longamente, a ponto de a fazer esquecer seus temores, seus músculos relaxando à medida que o toque dos seus dedos se tornavam mais ousados. Ela não sabia o que ele queria fazer, mas desejava que o fizesse. Sobretudo que ele não parasse o enlouquecedor movimento circular que a abria para ele, sua vagina transbordando sua alegria. Irrequieto, de joelhos na medida das coxas que o abraçavam e comprimiam os seus tímpanos. O clítoris dela precisava inchar na sua boca. Humm no sabor da coxa que beijava, sua bunda que apertava e apalpava. Tesão na loucura da língua que subia, no pescoço que beijava, lambuzava e comprimia. Coxas que apertava levantando no encosto agora dos sexos que se tocavam. roçavam, apertavam na suspensão agora perfeita da penetração que se exigia. Era uma foda no entrar sem parar, lento das pernas que o enrolava e apertava, costas na parede, das pernas que suspendem toda a força que se repete nas investidas que se prolongam. Tesão por fluídos que se enrolavam, perpetuavam e misturavam nos corpos já rendidos. Fizeram amor como anjos, fizeram amor como animais, experimentaram todos os sentidos. Exaustos deitaram juntinhos… Ele a abraçou , a beijou e pegaram no sono… Voltaram ao que era antes, conversas pelo telefone e MSN, mas agora algo mudou, mudou no corpo, mudou na alma, mudou no coração…

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