Arquivo | abril 2012

NÃO SABOTEIE TUA FELICIDADE…

A inspiração pra esse texto ser escrito veio ao constatar que o Facebook virou um muro de lamentações. É gente de todo tipo, reclamando de uma variedade de problemas – parece uma feira do descarrego. Um reclama do frio, outro do calor, outro do começo do BBB, outro do fim do BBB, outro da orkutização do FB, outros no trânsito, da chuva, do sol, do namorado, da solteirisse…ufa. Parece competição pra ver quem compartilha mais desgraças. E acredito que essas pessoas nem desconfiam de uma coisa – elas se tornam aquilo que acreditam.

Não sou eu quem está dizendo isso. A implacabilidade da lei da atração já foi provada há tempos – você se transforma naquilo que pensa, crê, come e fala. Céticos irão te dizer que isso é besteira, irão pedir provas científicas, mal sabendo que eles podem testar a eficiência dessa lei a qualquer momento. A partir do momento em que você solta no cosmos uma energia negativa, essa energia carregada das lamentações, ela volta para você, como um boomerang: vem com tudo, te acerta em cheio na cabeça. E você cai e reclama mais ainda, dando início a um ciclo difícil de se desprender. As pessoas ficam como mariposas se movimentando em círculo em volta da lâmpada, mal sabendo que elas estão girando em volta da luz errada – o que elas procuravam mesmo, era a luz da lua.

Vejo isso acontecer muito também nos relacionamentos. Pessoas que se dizem totalmente sem sorte nessa área, só atraem trastes. Quanto mais se queixam da falta de sorte, mais fardos elas atraem pra suas vidas. A partir do exato segundo em que você afirma para si mesmo que tem azar no amor, essa realidade se materializa. O cosmos te ouve e te presenteia com aquilo que você pedir, seja ele bom ou ruim. Muito cuidado com o que pede.

E o pior é constatar que a grande maioria das pessoas que se vêem presas nessas armadilhas dos relacionamentos infelizes, poderiam resolver suas vidas com duas atitudes simples – a primeira, mudando a chave do negativo pro positivo. Se você se acha uma derrotada, você se transforma numa derrotada. Se você se sente privilegiada, você se transforma em uma pessoa privilegiada. Uma forma de entender isso de um modo concreto é quando compramos uma roupa nova – ninguém sabe que você acabou de comprar a roupa mas, somente pelo fato de você estar se sentindo linda e renovada com ela, as pessoas te olham mais. Jura que você pensava que o mundo todo conhecia seu guarda-roupas tão bem a ponto de identificar uma roupa nova de uma que você já usou algumas vezes? Not really, babe.

A segunda, é através da reflexão – a partir do momento em que você constatou o problema, já deu o primeiro passo. Agora precisa descobrir uma forma de encontrar uma solução, porque o problema você já tem. Por exemplo, se os seus relacionamentos sempre são um fracasso, será que isso não acontece por causa das SUAS escolhas erradas? Volte um pouco na linha do tempo – quais escolhas você fez que te levaram para o lugar em que você se encontra hoje? O que poderia ter feito diferente? Essa reflexão parece simples, mas é doída – poucos tem coragem de sentar num sofá sozinho e ficar pensando nos seus problemas até encontrar saídas. As pessoas têm tanto medo de olhar pra dentro, que se cercam da maior quantidade de distrações que conseguem – TV, celular, jogos, iPad, baladas… Encarar o seu ser é difícil, aceitar que você tem muitos defeitos que precisam ser consertados, incomoda. É como quando o antigo Merthiolate ardia horrores – você sabia que iria doer, mas tinha consciência que precisava mexer na ferida pra que ela se curasse. Tem gente que se recusava a sentir a dor, e deixava lá a ferida aberta, juntando pus, aquela coisa tenebrosa. O resultado eram cicatrizes que ficaram pra sempre.

Por isso, não sejamos ingratos. Recebemos de presente a chance de existir nesse mundo e precisamos fazer a nossa existência valer a pena. Se o objetivo maior da vida é sermos felizes, então a partir do momento que você sabota sua felicidade, você está fazendo desfeita com o cosmos – é como ir na casa da avó e rejeitar o café e a broa de milho que ela fez pensando em você. Outra coisa, quando você se sentir infeliz, tente dar um passeio pelos hospitais, pelos asilos, pelos orfanatos, pelos abrigos de cães abandonados, pelo centro de SP na noite mais fria do ano. Tem pessoas que precisam mesmo de um choque de realidade para perceber que o quão ingratas elas têm sido. O bom disso, é que sempre podemos caminhar para outra direção – a escolha sobre andarmos na luz ou na sombra é absolutamente nossa. Qual delas você escolhe?

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EU SÓ QUERO É SER FELIZ

Reclamar da vida é um vício pior que café ou cigarro. Principalmente em lugares onde o caos reina, como nas grandes cidades, estar feliz ou buscar a felicidade é visto como uncool, como besteira de gente que não vive com os pés na Terra. O cara que aplaude o pôr-do-sol é visto como louco – o que reclama do calor do verão e do frio do inverno, não. Porque, pra alguns, bom mesmo é reclamar da vida, usar o FB e o twitter como muro de lamentações, cultuar o lado negro da nossa existência. Afinal, pouca gente consegue lidar com a leveza da felicidade.

Sempre é difícil falar de sentimentos, pois eles não podem ser descritos por palavras. Principalmente para nós, que deixamos de lados nossos outros sentidos, e confiamos nas transmissões de ideias e sentimentos através da fala. Daí a gente passa a vida toda tentando explicar fenômenos como a felicidade. O que significa ser feliz? É possível sermos felizes ou somente estarmos felizes? Essa questão é tão complexa, que em idiomas como na língua inglesa, ser e estar é uma coisa só – “We are happy” pode ser tanto somos felizes, como estamos felizes.

Eu vejo uma grande diferença entre os dois termos.

Acredito, humildemente, que felicidade é algo que se busca todos os dias. Temos uma mania nociva que tende a nos levar pra baixo em muitos momentos da vida. Vemos sempre mais razões para reclamar das coisas, do que para celebrá-las. É aquela história de ver o copo meio vazio ou meio cheio. Como quando acordamos atrasados para ir trabalhar e, ao chegar na garagem, a bateria do carro acabou. Como seres mimados que somos, reclamamos que a vida é injusta, que isso tem que acontecer justamente com a gente, bem no dia que estávamos atrasados. Estupidamente, reclamamos da vida quando deveríamos dizer – “Acabou a bateria, mas UFA, que bom que eu tenho pernas pra andar até o metro e dinheiro para pagar minha passagem.” A ingratidão reina. (aliás, tem um ótimo tumblr chamado Classe média sofre que retrata maestralmente os seres egoístas que somos, vale o clique.)

E são exemplos assim que me fazem pensar na metáfora da bifurcação, quando pensamos em felicidade – o tempo todo, somos sujeitados a situações nas quais nos vemos em frente a uma bifurcação. Como no caso do carro sem bateria – assim que você constata o problema, você fica de frente para duas estradas – a do lado negro (e mais tentadora) que é reclamar, mal-dizer, ficar de mau-humor. E a do lado da luz – pensar que sempre poderia se pior e agradecer por todos os outros presentes que a vida te dá.

A sua escolha nesses momentos, determina o caminho que você traça diariamente na sua vida. Ora, pois se nesse exato momento, você está onde está, isso se deve a suas escolhas – sejam elas boas ou ruins. Se você sempre escolhe o lado negro, você vai entrando num túnel de sombra, que deixa seus dias pesados, dolorosos, sofridos. Seu mau-humor por causa do carro vai fazer com que você chegue no trabalho nervosa. Aí a recepcionista vai falar algo com você e você dá uma patada – claro, como poderia ser diferente. E aí você responde a um email com tolerância zero. Sua amiga te liga e você despeja nela sua lista de problemas. E assim por diante, até que, no fim do dia, você constata (ou não, o que não muda nada) que você não teve um dia feliz. E, o pior de tudo, com a sua energia pessimista, você contaminou milhares de outras pessoas – as que não estavam preparadas e com o corpo fechado, com certeza foram contaminadas e espalharam a energia ruim para muitas outras. Assim inicia-se um ciclo.

Mas o ciclo também pode ser do bem, quando você escolhe o caminho da luz em frente as dificuldades da vida. O carro ficou sem bateria – tudo bem, o que não tem remédio, remediado está. Você vai para o trabalho de ônibus apertado, mas em vez de reclamar, dá graças a Deus por não ter que depender do transporte público todos os dias. E aí do próprio ônibus, você liga para o seguro, que guinchará seu carro até a próxima mecânica. Pronto. Com um pouco de reflexão, você mais uma fez escolheu estar feliz. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Sua energia boa contaminará outras pessoas e, mais uma vez, inicia-se o ciclo – dessa vez, na luz.

Por isso, acredito que a busca pela felicidade seja eterna. Se felicidade nada mais é do que a feliz + idade, há somente um momento para sermos felizes – o de agora. O amanhã, ninguém sabe, e o ontem foi-se. E se é melhor ser alegre que ser triste, devemos ter como meta de vida buscar a felicidade em cada momento, em cada dia, em cada conversa. Ninguém disse que seria fácil, por isso afirmamos que ser feliz é pros corajosos. Pra aqueles gratos, que enxergam o valor dos presentes na vida. Uma borboleta que entra numa sala, pode ser para alguns um inseto horroroso e assustador e pra outros um sinal divino. Determina-se isso, através das bifurcações invisíveis da vida.

O QUE VOCÊ BUSCA???

Tem um segredo que as pessoas não contam, pois tem muita gente que não daria conta de digeri-lo: a sua vida pode ser do jeito que você quiser. Sem melodramas, sem discursos poéticos, sem sermões. O fato é que todo mundo nasce com livre arbítrio e vai construindo sua vida, escolha após escolha. Se você parar pra pensar e voltar no tempo, vai conseguir reconhecer e identificar todas as ações que te trouxeram até o exato lugar em que você se encontra hoje. Ora, mas então se somos realmente senhores do nosso destino, então porque tem tanta gente frustrada e infeliz hoje em dia?

A grande variedade de opções à nossa disposição nos dias de hoje dificulta ainda mais as nossas escolhas. É como estar morrendo de fome, mas se perder em meio de um bairro com um restaurante a cada esquina – sua fome é real, mas você não sabe o que quer: você tem fome do quê? você tem sede do quê? Sem conseguir responder a essas perguntas, você rodará eternamente entre os restaurantes mexicanos, italianos, indianos, brasileiros, mas não conseguirá saciar a sua fome, pois você não tem ideia do que quer comer.

Funciona assim também na área dos relacionamentos. Vemos a nossa volta um mar de gente linda, moderna, com bons empregos, com dinheiro, mas tudo isso não faz sentido algum se elas não sabem o que buscam. A moça arruma o cabelo, compra roupa, põe silicone, malha, faz as unhas, se equilibra num salto 15, mas chega na balada e, por não saber o que procura, só vai nos caras errados. Por falta de olhar pra dentro dela mesmo e de descobrir do que seu coração necessita, ela ignora os apelos do seu ser e vai em busca do que é considerado como modelo pela sociedade – o cara de carro do ano, gel no cabelo, braço forte, camisa polo. Ela não buscava isso mas como não sabe o que busca, se joga no vento, vai como um veleiro pra direção que a vida decidir levá-la.

E depois ela chora, se lamenta, fica deprê no sábado a noite comendo pipoca sozinha quando as baladas já não a satisfazem mais. Não que há algo de errado em sair, beber, dançar, fazer aquela sessão descarrego tão necessária, mas esse tipo de programa só alimenta uma parte muito superficial do seu ser. Quando o som acaba, quando as luzes se apagam, quando o álcool do seu corpo se estabiliza depois do hot-dog prensado, então o vazio fica desesperadamente maior – a solidão ecoa no peito, obrigando a moça a sair de novo para não ouvi-la. E assim começa-se um ciclo de ilusões e de buracos no peito.

Ah, os buracos no peito.

Eles são sempre mais profundos do que você permite-se reconhecer. Se você não cuida, seu peito fica pior do que as ruas esburacadas de São Paulo. Vem a prefeitura, dá uma arrumada de leve, cobre superficialmente os buracos. Por fora, o asfalto é um tapete. Por fora, os que vêem seu sorriso nem imaginam a profundidade dos buracos que carrega por dentro. E depois de alguns dias, depois de serem pisoteados de novo, os buracos se abrem novamente, dessa vez mais profundos, mais machucados, mais difíceis de serem tampados. E você só pode fazer alguma coisa a respeito quando descobrir o que busca.

Então, vai menina, desce do salto, larga o batom, mostra as olheiras, deixa seu cabelo natural se esvoaçar no vento. Não gaste muito tempo se preocupando com o corpo, porque a terra vai se ocupar dele cedo ou tarde – com ou sem maquiagem. Olha um pouco pra dentro, pra o que importa, pra sua alma que há tempos tenta ser ouvida. Desliga o som, fecha os livros, sai da frente da TV. Ouve aquele clamar que ninguém sabe explicar, mas que vem de dentro. E cuidado com a mente – ela abafa os clamores do coração.

 

Não se perca na busca, nem desista dela. Pare somente quando descobrir o que buscas, o que te alimenta de verdade. Será mesmo que esse trabalho que te prende 14 horas numa sala fechada te faz feliz? Será que homem que diz que te ama mas que te valoriza mesmo pela sua bunda, merece fazer parte da sua vida? Será que esse curso vale mesmo a pena somente por um diploma pendurado na parede? Pra essas perguntas, não existe gabarito – só você poderá respondê-las verdadeiramente.

E quando você descobrir o que procura e soltar um grande foda-se para os padrões que o mundo inteiro tenta te convencer a seguir, você então vai descobrir que a vida é boa, que é bela, que pode ser o que você quiser. E aí então, você vai querer lamentar pelos dias perdidos na escuridão – faça-o, mas não perca muito tempo revivendo o passado. Agora você já sabe – o presente é bom demais para isso.

DEFINIR O AMOR

Como definir o amor? Amor se conquista? se encontra? São perguntas que podem ter várias respostas. Depende muito de quem e como as vivem. Amar significa conhecer algo ou alguém profundamente, mas quando é que podemos perceber que já estamos amando? Se eu tivesse a resposta daria para vocês, mas se faz necessário aprender a se conhecer primeiro profundamente para depois conhecer ou tentar conhecer o outro. Será que é fácil? Não é! Como todas as postagens, essa também tem o objetivo de refletir e no dia do AMOR não poderia ser diferente. Quero apenas dizer que por mais que estejamos vivendo em uma sociedade de injustiças, desumanidade e aflições, ainda é possível AMAR, fazer o pleno AMOR acontecer entre nós, simplesmente… AMAR-AMOR-AMAR … sempre nessa sequência.

O QUE É O AMOR ???

Sinceramente não sei e acho que nunca vou saber. Cada um sente e vive o amor de forma peculiar. Principalmente porque este sentimento nunca chega sozinho e, o orgulho e o individualismo exacerbado do ser humano acabam estragando tudo. A única coisa que eu sei é que o amor, o verdadeiro amor, não fere. Quando amamos queremos cuidar, respeitar, crescer junto, cultivar e proteger, como se o ser amado fosse a flor mais rara do mundo. Quando entram outros sentimentos como rancor, raiva, desrespeito, indiferença, individualismo, desconfiança, não é amor. Um amigo muito querido diz que um relacionamento só é bom quando é bom para os dois. Isso é uma enorme verdade. Como amar sem respeitar? Sem confiar? Sem ser fiel ao que sente? Isso é amor? Não sei… Um ser humano não muda o outro. Existem adaptações. Mas, mesmo estas adaptações acontecem por amor e tem que vir do outro. Sem cobranças. Um grande problema existe quando se ama quem não merece este amor, ou quando não se é amado com respeito: saber quando parar, quando desistir.

 

Por amor, nos entregamos por inteiro, nos doamos e damos o mundo se pudermos, mas não pode ser uma via de mão única. Isso, no amor, não pode existir.

 

Quando conhecemos a felicidade plena e depois essa felicidade se esvai, é difícil abrir mão de algo que não nos faz bem, porque lembramos a cada segundo da felicidade que um dia vivemos.

 

Tentamos desesperadamente resgatar algo que morre aos poucos e nos despedaçamos por isso. Neste ponto existe amor? Não sei… Cada um vive como quer, faz as escolhas que quer e precisa receber o que plantou. Existem culpados? Não acredito. Cada um tem seu caminho, tem sua história. Cada um dá o que tem, o que pode dar. Os caminhos para o amor nem sempre são fáceis, até a flor mais rara pode ter espinhos. A questão é saber quando é hora de parar, reavaliar e seguir em frente…

TALVEZ…

Talvez eu veja a vida de modo diferente.Talvez eu espere demais das outras  pessoas.Talvez eu não tenha me achado no mundo.Talvez onde eu esteja agora não  se seja o meu lugar pra mim.Talvez o que eu faça não seja o que eu queira  fazer.Talvez as coisas não deem sempre certo.Talvez eu chore,talvez eu  ria.Talvez eu ame alguém,talvez não ame ninguém.Talvez eu inveje a vida dos  outros.Talvez eu deseje ser igual aqueles que trabalham na tv.Talvez eu ache  graça de tudo,talvez não.Talvez eu enxergue as coisas diferentes dos  outros.Talvez a vida não seja e nem tenha tudo o que eu sempre quis.Mas de  uma coisa eu tenho certeza.Como é bom viver!!!!!Como é bom abrir os  olhos e enxergar talvez de forma embaçada o céu azul.Como é bom talvez ouvir bem  distante o canto dos pássaros.Como é bom saber que eu tenho mais um dia pra  lutar pelo que quero e lutar pra me tornar uma pessoa bem melhor.Como é bom  pisar no chão,talvez descalço,e sentir a frieza do piso.Sou feliz por poder  andar.Como é bom sentar na mesa e tomar aquele café com leite,talvez o meu dia  seja estressante e cansativo,mas nada que um dia após outro não possa  ensinar.Talvez a vida não seja tudo o que você esperava.Mas a vida é  tudo o que possuimos.Não a desperdice com pensamentos vãos e ações  irrefletidas.Peça desculpas quando for preciso.Ame quando for preciso.Mas acima  de tudo:viva,porque viver é preciso!!!!!!!!!

A VIDA COM VOCÊ

O mundo hoje em dia é tão agitado e gira numa velocidade tão assustadora que por vezes dá um pouco de medo entrar nesse universo tão dinâmico. Talvez por isso as pessoas se unam em casais e formem sociedades afetivas, para que ao invés de dois, possam colocar quatro pés unidos nessa engrenagem maluca que é a vida. É que quatro dá uma ideia de equilíbrio maior a primeira vista, como se em algum momento aquela freada mais brusca ou aquela acelerada repentina da vida pudesse desestabilizar o “duo” que sustenta nossos corpos no chão, mas ainda assim houvesse mais um par sólido de base em que as pessoas se permitissem ancorar até se reerguerem novamente. Parece mais fácil assim. E de fato é.

E hoje eu acordei achando lindo essa história de escolher alguém pra construir a vida com a gente. Sim, construir, uma palavra extremamente forte e de igual valor. Porque atualmente todo mundo quer tudo de graça, fácil, de mão beijada. Ninguém quer construir nada. Passar pelas etapas fundamentais de montagem da base que sustentará toda a estrutura, a preparação da massa, colocar tijolo por tijolo divididos por uma sólida camada de cimento, até erguer um patrimônio único, de invejar os maiores arquitetos e engenheiros. Não, o mundo hoje é das facilidades. É a garota que deseja “laçar” um empresário de sucesso, regado a carros do ano e viagens internacionais nas férias, e o mesmo empresário que sabendo dessa ambição se permite escolher e exibir as mulheres que deveriam ser suas companheiras como apenas um corpo bonito ao seu lado.

Talvez soe meio conto de fadas, mas eu me permito ser a princesa vez ou outra na história que eu decidi escrever pra mim. Escolher alguém pra construir a vida com você, pra ser mais que seu namorado (a), noivo (a), marido (esposa), mas pra ser sua base, sua plataforma de sustentação quando a maquinaria da vida começa a se mover de forma muito rápida, é algo simplesmente LINDO. É você dizendo não importa quantos moinhos teremos que mover pra chegar lá, não importa quantos ventos teremos que enfrentar sem abrigo, não importa quantas vezes teremos que colocar aquele mesmo tijolo naquele mesmo lugar….eu estou aqui pra você. É dar um passo extra, quando a pessoa ao seu lado só consegue oferecer as mãos dadas para sempre.

É esse império que gostaria de deixar aos meus filhos um dia. Quero que eles possam dar valor ao momento e saibam desfrutá-lo com toda garra e paixão inerente da jovialidade. Que possam escolher um amor simplesmente pelo amor, sem “mas”, “poréns” ou parênteses. Que saibam construir. Porque o mais puro êxtase, vem de conseguir olhar pra trás e ver que de um terreno vazio e infértil, nasceu uma estrutura sólida, firme e inabalável. E o melhor de tudo, poder olhar para o lado e ter a certeza que sozinho você não teria chegado aonde chegou.

Hoje eu só desejo que saibamos escolher e acima de tudo, que sejamos sábios e corajosos o suficiente para de fato fazer as escolhas necessárias. Ás vezes é preciso abdicar de colocar dois pés em direção a caminhos claros e certeiros, para poder colocar quatro pés em trilhas misteriosas. Que para cada dia sem dinheiro, para cada mês sem conseguir viajar para ver o namorado, que para cada emprego árduo, haja dez vezes mais amor e garra para compensar isso tudo. Porque no fim, quando o emprego dos sonhos estiver em mãos, a casa estiver mobiliada, o carro for comprado, é que a gente se dá conta de que construiu muito mais que uma vida, mas sim, uma base de amor que tempestade nenhuma é capaz de derrubar.

O mundo é enorme e cheio de esquinas. Que a gente dobre cada uma delas com essa sede incrível de construir e que numa dessas curvas encontre alguém cujas vontades coincidam. E que se construam vontades. Se construam, e só…